29.12.07
Feliz ano novo 2008
Relação mantém condenação GNR a partir escuta telefónica
Em causa está, neste processo, uma rusga que o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Penafiel preparou ao bar para a noite de 01 para 02 de Julho de 2004, no âmbito de uma operação de combate ao incentivo à prostituição com fins lucrativos (lenocínio).
Quando os militares chegaram ao local, a uma hora em que o estabelecimento estaria normalmente em funcionamento, já as portas estavam fechadas e ninguém se encontrava no interior.
Uma escuta telefónica permitiu confirmar que, momentos antes, o militar condenado ligara a uma pessoa do estabelecimento a dizer que os efectivos do NIC estavam a sair para a operação.
Apoiado na escuta, o Tribunal de Penafiel condenou o militar a 1.800 euros de multa, dando-o como autor material de um crime de favorecimento pessoal.
O militar recorreu da decisão, considerando ilegal a escuta que serviu de prova para a sua condenação.
No recurso, o efectivo da GNR argumentou que o Código do Processo Penal não permite escutas em casos de crimes de favorecimento pessoal.
Alegou ainda que a autorização judicial para a escuta em que foi apanhado se confinava ao crime de lenocínio.
A Relação entendeu, contudo, que a autonomização absoluta entre os crimes de lenocínio e favorecimento pessoal, pretendida pelo recorrente, «ignora a conexão intrínseca existente entre ambos».
21.12.07
A TODOS UM BOM NATAL...

Concordo que sejam dados os famosos cinco dias por altura desta festas, mas não concordo que as regras não se apliquem da mesma forma a todos. Senão vejamos, um Posto territorial que tenha um n.º reduzido de efectivo, por exemplo 16 homens, 8 vão passar o Natal a casa e os outros 8 ficam de serviço, temos de excluir 2 deles, cmdt e adjunto, o que dá 7 para cada lado. Como é que 7 homens conseguem assegurar 24 horas de serviço de ocorrencias e atendimento ao público???
Fazendo 12 horas por dia, é claro!
Mais caricato ainda é em alguns Postos Territoriais, onde existem 30 ou 35 efectivos, e que durante este tempo fazem 12 horas diárias!
De qualquer forma a mim "calhou-me" na sorte o Natal em casa, por isso vou gozá-lo bem, e desejar um BOM NATAL a todos os visitantes e um melhor ANO NOVO, pois este não deixa muitas saudades!!!
18.12.07
Queixa electrónica não dispensa uma confirmação presencial
O quadro legal está traçado e publicado desde ontem, mas só a partir de Janeiro será possível apresentar queixas às forças policiais através da Internet. Numa primeira fase, a denúncia online só excepcionalmente dispensará a identificação presencial do queixoso.
O sistema informático está a ser sujeito a testes e falta também definir internamente, pela PSP, GNR e SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), procedimentos para assegurar a gestão de queixas. Essa gestão será mais difícil na Guarda, a força de segurança que tem um grau de informatização menor e cuja disseminação territorial é mais vasta.
Para que este trabalho preparatório fique concluído, o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, admite que dificilmente a abertura do portal (http//queixaselectronicas.mai.gov.pt) será possível antes do fim de Janeiro. A montagem do SQF e o seu enquadramento legal procuraram cumprir o prazo inscrito no programa Simplex para este ano.
Com o objectivo de prevenir eventuais brincadeiras e uso incorrecto do balcão virtual, está previsto um mecanismo de confirmação da queixa, sem a qual esta não pode considerar-se efectivada (ver pormenores dos procedimentos na ficha ao lado).
Em teoria, no futuro, essa confirmação será simples, à medida que for generalizada a emissão do cartão do cidadão, já que este abre caminho à assinatura electrónica. Contudo, dado o número ainda limitado de cartões emitidos, numa primeira fase "todas as queixas apresentadas devem ter identificação presencial", seja num posto da PSP, GNR, balcão do SEF ou balcão dos CTT. A excepção vai para titulares de contas Via CTT. O cartão do cidadão é actualmente emitido em quatro distritos e pode ser alargado a todo o território até Julho, mas a sua emissão depende do ritmo a que expire a validade dos actuais documentos.
Todas somadas, razões para José Magalhães admitir que, pelo menos nos primeiros meses, não será previsível uma avalanche de queixas online. Essa é, contudo, "a grande curiosidade", não havendo "qualquer expectativa ou previsão" da percentagem de queixas que possa ser desviada das forças de segurança para o mundo virtual.
O elenco de 18 "crimes denunciáveis" conjuga três factores a incidência em termos estatísticos e efeitos na percepção pública, as orientações de política criminal para o biénio de 2007-2009 e a competência especial do SEF. A par de crimes muito frequentes, como furtos, roubos e ofensas à integridade física, surgem o tráfico de pessoas, lenocínio, auxílio à imigração ilegal e casamento de conveniência.
Passo a passo
Denúncia e informação
O Sistema de Queixa Electrónica é um serviço partilhado pela GNR, PSP e SEF, alojado na Rede Nacional de Segurança Interna. Além da descrição dos crimes passíveis de denúncia por formulário electrónico, permite inserir avisos temporários e informações como números de telefone úteis.
Queixas numeradas
Seleccionado o tipo de queixa, o autor da denúncia preenche campos como o local da ocorrência e, caso existam, descreve os suspeitos, eventuais testemunhas e elementos probatórios, fazendo então a submissão final da queixa, à qual é atribuído um número.
Confirmação presencial
Após a submissão da queixa, é enviado um e-mail para o queixoso, com o número da queixa, com o qual é feita a sua confirmação (presencial, excepto para titulares do cartão do cidadão ou de conta ViaCTT).
Distribuição no terreno
Assim que a confirmação é feita com sucesso, a responsabilidade para gestão da queixa passa para a respectiva força de segurança - em função do tipo de crime e área geográfica.
JN
16.12.07
DESABAFO
Que quadrícula é essa que ai vem.
Continuo num posto, com falta de recursos humanos...
Sabem somos poucos, mas o serviço numca fica por fazer. Estamos desmotivados.
O Sr. IGAE, tem razão em algumas aspectos, mas não devia generalizar, na guarda à Srs. (alguns) que pensam que isto é deles, aficiais!!!!!, e alguns NIC que se deviam preocupar com o seu serviço, e não com o "orgulho paisana e das 9 às 5".
Porque a grandes profissionais, mas até como algém diria o patrulheiro é o ESCRAVO, basta...
Não tenho nada contra ningém, apenas acho que alguns dentro da instituição se acham "superiores" porque fazem uma actividade diferente. Qunado não devia ser assim, TODOS somos importantes.
Para terminar, deixo ao vosso criterio esta premissa, uma guarda diz para um civil - "eu agora estou só la dentro (posto)", actualmente à uma ideia mesmo nas comunidades locais que esses efectivos são melhores que os outros, ridiculo....
Sem mais assunto, e desculpem do desabafo, não pretendo de modo algum denegrir clases ou especialidades, mas que isto passa-se, é a realidade, entre outras.
Dum guarda republicano, no activo, pelo fim da discriminação do patrulheiro. Um bem Haja a todos os profissionais, camaradas e amigos desta força.
Retirado do blog ASPIG/GNR
Falta de pessoal atrasa em um mês a reestruturação
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=270059&idselect=10&idCanal=10&p=200
14.12.07
MAI admite que elementos da PSP e da GNR possam estar envolvidos em negócios da noite
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=71357.
13.12.07
11.12.07
POSTOS A ENCERRAR
Vai passar a englobar os actuais distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, e Leiria. Com os mesmos limites dos actuais distritos, as novas unidades da GNR vão chamar-se comandos territoriais.
Postos territoriais que fecham: Manique do Intendente, São Facundo (2)
Postos que passam para a PSP: Alhandra, Castanheira do Ribatejo, Alverca, Póvoa de Santa Iria, Tomar, Mira Sintra, Rio de Mouro, Casal de Cambra, Baixa da Banheira, Ermidas-Sado, Barcarena, Porto Salvo, Queijas, Miratejo, Monte Real (15)
Total:17
Vai passar a englobar os actuais distritos de Beja, Évora, Faro, e Portalegre.
Postos territoriais que fecham: Baleizão, Brinches, Vila Verde de Ficalho, Pedrógão do Alentejo, Amareleja, Sobral da Adiça, Santo Aleixo da Restauração, Garvão, Ervidel, Vila Alva, São Luís, Alcáçovas, São Miguel de Machede, Bencatel, São Romão, Escoural, Cabrela, Granja, Telheiro, Pavia, Santo António das Areias, Santa Eulália, Vila Boim, Alpalhão, Montalvão, Tolosa, Cabeço de Vide, Casa Branca, Carvoeiro. (29)
Postos que passam para a PSP: Beja, Olhão, Vila Real de Santo António, e Vilamoura (4)
Total: 33
Vai passar a englobar os actuais distritos de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo, e Vila Real.
Postos territoriais que fecham: Bom Jesus de Braga, Ruílhe, Barcelos (criado subdestacamento em Barcelinhos), Gerês, Rossas, Rebordelo, Morais, Torre de Dona Chama, Argozelo, Sendim, Paço de Sousa, Vila Cova de Lixa, Vila Praia de Âncora, Lanheses, São Julião do Freixo, Tangil, Pedras Salgadas, Cerva, Carrazedo de Montenegro, Lebução, Vidago, Pinhão.(22)
Postos que passam para a PSP: Leça do Balio, Custóias, Guifões, Fânzeres, Canidelo, Valadares, e Avintes (7)
Total:29
Vai passar a englobar os actuais distritos de Viseu, Aveiro, Coimbra, Guarda, e Castelo Branco.
Postos territoriais que fecham: Campo de Besteiros, Avelal, Cacia, Gafanha da Encarnação, Praia de Mira, Maiorca, Quiaios, Pínzio, Freixedas, Vila Franca das Naves, Freixo de Numão, Paranhos da Beira, Vila Nova de Tazém, Soito, Minzelo, Cebolais de Cima, Malpica do Tejo, Mata, Tinalhas, Unhais da Serra, Caria, Monsanto, Rosmaninhal, Ladoeiro, Cernache de Bonjardim, Alpedrinha, Avanca, Torreira.(28)
Postos que passam para a PSP: São João da Madeira.(1)
Total. 29
10.12.07
Mourato Nunes diz
8.12.07
PSP e GNR vão ter formação inicial e contínua pela Internet
Rui Pereira falava na cerimónia realizada na Escola Prática de Polícia de Torres Novas, onde 994 novos elementos da PSP assumiram hoje o «compromisso de honra» que marca o fim da formação e a entrada para a carreira policial.
«Pretendemos, dessa forma, criar um novo modelo de aprendizagem, rompendo com as tradicionais amarras circunstanciais de tempo, lugar e modo», afirmou o governante.
O ministro anunciou, também, que «é intenção do Governo» passar a dar formação comum à PSP e à GNR, tendo sido criados grupos de trabalho para reformular os planos de estudo dos vários cursos de formação das duas forças de segurança, embora mantendo as especificidades próprias de cada uma: o cariz civil da PSP e o carácter militarizado da GNR.
Rui Pereira disse que a iniciativa governamental «Novas Oportunidades», que valida a formação das pessoas ao longo da vida e que, depois de aferida em exames, poderá corresponder à atribuição de graus académicos como o 9º ou o 12º ano, vai alargar-se às forças de segurança.
Deste modo, fica garantida a «continuação do percurso escolar» a todos os interessados que integrem a GNR ou a PSP, acrescentou.
O titular da Administração Interna realçou a exigência da formação na Polícia, referindo que o curso hoje encerrado teve 5.413 candidatos, dos quais apenas 1.049 iniciaram a formação, mas apenas 994 chegaram ao fim.
Os recém-formados são os primeiros agentes a receber as novas pistolas Glok, que os acompanharão durante todo o seu percurso na PSP, disse Rui Pereira, aproveitando para voltar a referir que o Governo vai adquirir 42 mil daquelas armas austríacas até 2011, num investimento total de 15 milhões de euros.
«Queremos forças de segurança modernas e melhor dotadas, capazes de responder ao novo quadro de ameaças à segurança interna e aos novos desafios colocados pela criminalidade», disse.
Apesar dos vários casos de criminalidade violenta registados nas últimas semanas e dos sucessivos assaltos a bancos e máquinas de levantamento automáticas de dinheiro, o ministro disse que a criminalidade contabilizada este ano, até final de Setembro, baixou 2,7% em comparação com o período homólogo de 2006, enquanto a percentagem de crimes graves desceu 14,7% no mesmo período.
6.12.07
Polícias têm de «pagar para trabalhar»

Esta terça-feira, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português anunciou que a cimeira UE-África, que se realiza no próximo fim-de-semana em Lisboa, terá um custo de 10 milhões de euros, descrevendo este valor como um «exercício de contenção de custos». Hoje, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) denunciou que os agentes que estão envolvidos na segurança do encontro estão a ser afectados por esta «contenção» e que têm de «pagar as despesas do seu próprio bolso». As queixas também transpiram entre os militares da GNR ao serviço da presidência portuguesa.
Em declarações ao PortugalDiário, o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, explicou que foi dito aos «polícias convocados para irem a Lisboa» que «tinham de assegurar todas as despesas durante a sua estadia», desde a «alimentação» à «manutenção do fardamento». Quanto ao alojamento, os agentes que se deslocarem a Lisboa, de outros pontos do país, irão ficar no quartel militar do Ralis, «numa camarata militar com várias dezenas de polícias».
Paulo Rodrigues explicou que a «constante entrada e saída de pessoas desse espaço», devido aos diferentes horários e funções dos polícias, irá colocar em causa o seu descanso e por isso a sua segurança e a qualidade do seu trabalho.
Para o presidente da ASPP, «quem acaba por levar com as medidas economicistas [do Governo] é a PSP», que diz estar a ser utilizada como «mão-de-obra barata». «Os agentes gastam mais do que se estivessem no seu lugar de trabalho normal», defendeu, apontando que a compensação entregue a cada um «ronda apenas os 20 euros diários», valor com terão de ser pagas todas as despesas, exceptuando o alojamento.
Para Paulo Rodrigues, este é um «tratamento vergonhoso por parte do Governo». «Somos uma das instituições mais mal pagas que vão estar envolvidas na cimeira», frisou.
O dirigente da ASPP disse que «durante a presidência portuguesa da UE foi sempre assim». Explicou, no entanto, que «desta vez há um maior número de efectivos envolvidos», com entre «3500 e 4000 agentes» e que já foram muitos os afectados ao longo dos últimos meses.
«Situação pontual e excepcional»
Em comunicado, a direcção nacional da PSP esclareceu que o alojamento será feito em «duas unidades militares, com a dignidade e o conforto compatíveis com a missão».
Para a direcção da polícia esta é uma «situação pontual e excepcional que ocorrerá apenas durante três dias». Sobre as ajudas de custo, é esclarecido apenas que serão «conforme a situação individual e de acordo com a lei».
O PortugalDiário tentou obter esclarecimentos adicionais junto da instituição, o que não se revelou possível, tendo sido remetidas todas as explicações para o comunicado citado.
«Pagar para trabalhar»
As queixas não surgem apenas da PSP. Militares da GNR que prestam serviço na presidência portuguesa da UE também dizem ter razões de queixa. Um deles, que tem prestado serviços de condutor e segurança a altas individualidades, e que pediu para não ser identificado, disse ao PortugalDiário que esta é uma missão onerosa.
«Nós não nos queixamos de não ganhar dinheiro, mas de perder dinheiro», disse, sublinhando no entanto que «toda gente está a gostar de desempenhar funções» no âmbito da presidência, embora sentindo-se lesada financeiramente.
«Estamos a perder dinheiro», garantiu o militar. «Perdemos quatro euros por dia em suplemento de escala, porque não estamos no posto». E acrescentou que caso o «militar não faça 100 horas mensais no seu posto», como disse acontecer devido às ausências ao serviço da presidência, «perde o suplemento de patrulha, de 56 euros mensais».
«Muitas vezes ainda temos que avançar com dinheiro para refeições», apontou, assinalando o valor recebido em vales «euroticket», para refeições surge com atraso. «Já tem acontecido recebermos eurotickets de reuniões que foram feitas há semanas ou meses», assegurou. «Isto é como pagar para trabalhar».
PD
4.12.07
SEM COMENTÁRIOS!!!

Os superiores do militar foram de imediato informados, tendo ordenado que o cabo fosse submetido ao teste de alcoolemia.
Os factos remontam à madrugada de domingo, 25 de Novembro. Dois agentes da PSP de Carnaxide estranharam ver um carro-patrulha da GNR estacionado à porta de um bar, e entraram. No interior, dois militares da GNR, devidamente fardados, conversavam, estando um deles a consumir álcool.
Além de repreenderem os dois elementos da GNR, os agentes da PSP alertaram os superiores dos militares. De volta ao posto de Queijas, os dois militares foram confrontados com a constatação dos agentes da PSP, tendo sido ambos obrigados a fazer o teste de alcoolemia.
Apenas o cabo acusou a presença de álcool no sangue. A taxa encontrada 1,6 g por litro de sangue – acima do que é considerado crime ao volante – levou de imediato os superiores do militar a elaborar um auto de notícia para o comando-geral da GNR. Ao que o CM apurou, o documento valerá ao militar um processo disciplinar.
Determinado a assacar de responsabilidades aos agentes da PSP que o denunciaram, o militar deslocou-se à esquadra de Carnaxide. Em tom violento, o cabo chegou mesmo a insultar o graduado de serviço, o que lhe valeu a passagem de novo auto de notícia, desta vez por injúrias.
CM
3.12.07
PREOCUPANTE?
Em Lisboa há mil GNR sem saber para onde vão
Segundo explicou, "em Lisboa está centralizado todo o comando da GNR. A Brigada Fiscal e a Brigada de Trânsito da GNR são extintas no dia 7 de Dezembro, ao abrigo da nova lei orgânica de 6 de Novembro".
"Só na Brigada Territorial 2, com sede na Calçada do Combro, em Lisboa, há mais de 200 elementos que vão ter de sair dali para postos territoriais fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, porque essas zonas passam para a responsabilidade da PSP. O mesmo sucede a mais de 200 efectivos dos serviços administrativos da Brigada Fiscal, na Calçada dos Barbadinhos, também em Lisboa", revelou José Manageiro.
Cônjuges perdem emprego
Salienta que "as mulheres destes militares também trabalham na área de Lisboa e têm os filhos a estudar em escolas da região. Não se pode, de um dia para o outro, mandar estes efectivos para outras localidades, como, por exemplo, Caldas da Rainha, Abrantes ou Estremoz".
Ao militar que vai ser transferido só restam duas soluções. Uma delas é vender a casa que tem na área de Lisboa e mudar-se para outra na zona onde for colocado. A mulher deixa o emprego actual e terá de procurar outro próximo da nova morada. Os filhos deixam a escola e têm de ser transferidos para outros estabelecimentos na área da futura residência.
A segunda hipótese é o militar abandonar a casa e a família em Lisboa e mudar-se sozinho para passar a viver nas camaratas do quartel onde vai exercer funções.
E a GNR "não disponibiliza novo alojamento nem paga subsídios aos efectivos que são deslocados. Isto é muito grave, porque os militares passam a ter mais despesas e muitas famílias vão ser desmembradas", diz o presidente da APG.
Sublinha que "tudo isto está a criar uma angústia enorme no pessoal. Há pessoas já afectadas psicologicamente, porque vivem numa incerteza muito grande quanto ao futuro. As pessoas sentem-se abandonadas".
José Manageiro considera necessário "dar alguma formação a todos estes efectivos, que já têm mais de 40 anos e passaram os últimos dez - ou mais - a desempenhar funções administrativas, pelo que não estão preparados para ir fazer patrulhamento nas ruas".
Os mesmos problemas foram apresentados ao DN por José Alho, da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR. Na opinião deste sindicalista, "deveriam ser pagos subsídios de deslocação aos militares que forem transferidos".
O DN contactou o Ministério da Administração Interna e o comando-geral da GNR para se pronunciarem sobre estas questões, mas nenhuma das duas entidades deu resposta.
DN
1.12.07
Militar da GNR suspeito de sete assaltos a bancos
O militar é suspeito de outros seis crimes (roubos e tentativas de roubo) a bancos do concelho de Cascais. Aos agentes da PSP da Parede que o detiveram, o indivíduo alegou que fez os assaltos devido a elevadas dívidas.
Presente na quinta-feira à tarde ao Tribunal de Cascais, o militar saiu com Termo de Identidade e Residência. Apesar de ter ficado em liberdade, o suspeito poderá voltar a ser detido pela Polícia Judiciária. A Direcção Central de Combate ao Banditismo, que investiga todos os crimes, tem pelo menos mais seis inquéritos abertos, em que o militar é o principal suspeito.
O comando-geral da GNR espera apenas ser notificado da constituição de arguido do soldado, para o suspender de funções. “O processo disciplinar que vai ser aberto poderá, no limite, conduzir à expulsão do visado da GNR”, referiu fonte oficial.
O militar, de apelido Póvoas, tem 30 anos e estava colocado há poucos meses na secção de informática no comando da BT/GNR, no quartel das Janelas Verdes, em Lisboa. Ao que o CM apurou, o suspeito já tinha sido alvo de processos disciplinares, durante o período em que esteve no Regimento de Cavalaria.
No entanto, desde que chegou ao comando da BT/GNR, o militar não mais levantou suspeitas. “Tinha um trabalho de apoio logístico, com um horário de expediente”, referiu o mesmo informador.
Há, no entanto, indícios que ligam o soldado Póvoas a uma onda de assaltos a bancos, todos com uma particularidade. “Ele residia em São Domingos de Rana e é suspeito de ter feito três assaltos a bancos e quatro tentativas, todos na sua área de residência”, referiu fonte policial.
Sempre com poucas preocupações em ocultar a identidade, o militar usava “um barrete ou chapéu e óculos escuros.” “Andava sempre armado com uma pistola de plástico. Aos funcionários dos bancos mostrava um papel, com a inscrição ‘Isto é um assalto, passe para cá o dinheiro’”, acrescentou outro informador.
Em todos os crimes, a videovigilância dos bancos captou elementos suficientes do assaltante que permitiram às autoridades começar a suspeitar de que se tratava de um militar da GNR.
Pelas 09h00 de quinta-feira, o soldado Póvoas entrou no BPI de Sassoeiros, que já tinha tentado assaltar duas vezes. Com funcionários e clientes no interior, o militar exibiu a habitual folha e conseguiu fugir com uma quantia em dinheiro.
Contudo, a PSP foi de imediato alertada do assalto vindo a detê-lo no Largo Infante D. Henrique, em São Domingos de Rana. Só na esquadra da Parede é que os agentes puderam confirmar estar perante um soldado da GNR.
DETIDO AO PARAR PARA COMER
Foi na maior das calmas que o soldado Póvoas estacionou um Renault Twingo, registado em nome da mulher, no Largo Infante D. Henrique, em São Domingos de Rana, Cascais. Pouco depois das 09h00 de quinta-feira, e com algumas centenas de euros no bolso provenientes do roubo no BPI de Sassoeiros, o militar procurou um café para, ao que apurou o CM, tomar o pequeno almoço. Uma comerciante da zona descreveu o suspeito ao nosso jornal: “Alto, cabelo curto e espetado, vestido com um casaco escuro e calças de ganga”. Minutos depois o soldado regressou ao automóvel. Só que à espera já tinha três agentes da PSP. “Ele entrou no Renault e, quando se preparava para arrancar, dois carros da PSP barraram-lhe o caminho”, acrescentou outra comerciante da zona. Os elementos policiais que revistaram o militar, encontraram uma pistola, escondida no meio das roupas. “Os polícias colocaram a arma em cima do capot do carro e perguntaram-lhe se tinha dinheiro. Foi de imediato colocado no carro-patrulha, que arrancou”, concluiu a testemunha.
CM
Militar da GNR detido em operação no centro histórico da cidade
Porto, 01 Dez (Lusa) - Um militar da GNR foi detido hoje de madrugada no Porto durante uma operação de combate ao tráfico de droga realizada pela PSP na zona da Sé, no centro histórico da cidade, revelou à Lusa fonte policial.
"No quadro de uma operação de combate ao tráfico de droga na Sé, foram detidos esta madrugada seis indivíduos, entre os quais um elemento da GNR", afirmou a fonte do Comando Metropolitano da PSP/Porto.
A detenção ocorreu cerca das 05:00, tendo a fonte esclarecido que a quantidade de droga apreendida "não é significativa".
Contactada pela Lusa, uma fonte da GNR confirmou a detenção de um elemento da corporação, adiantando que se trata de um militar que integra a Brigada Fiscal.
FR.
Lusa/fim



